Série 2 -Assembléia na Casa de São Paulo ... apenas mais 7,3 anos de vida ???!!!
Na Assembléia Geral Extraordinária realizada em 26/Outubro/2008, a diretoria da Casa de Macau de São Paulo, em quadro demonstrativo das suas receitas/despesas avisou os associados que a associação sobreviverá por 7,3 anos a mais, se o déficit mensal continuar, devido ao seu alto custo na área de auxílio sociail incluindo a residência, manutenção e actividades sociais diversas e de fins de semana, despesas administrativas etc. etc., tal como foi demonstrado em projeção visível a todos.
A previsão original era de apenas 6 anos de vida, porém com medidas rígidas de contenção de despesas tomadas, que resultaram em corte de 51%, aumentaram em mais 1,3 anos, porém ainda insuficientes, obrigando a novas medidas que serão tomadas progressivamente.
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nota do editor - conforme postagem anterior, já vinha alertando das dificuldades financeiras da Casa de Macau de São Paulo, um gigante em tamanho, um espelho das Casas,e tantos outros adjetivos, porém com reservas insuficientes para atender despesas altas, em especial na área social e residência, além de atividades corriqueiras como os almoços de fim de semana, subsidiados, onde, conforme demonstrativo, a receita corresponde a 10% em média das despesas, obrigando-a a fechar uma vez por mês para essa atividade. A situação é realmente séria pois, como eu disse, "sem dinheiro, não haverá uma Casa de Macau para o jovem de hoje administrar amanhã". Como se sabe, as Casas não recebem ajudas financeiras periódicas, apenas doações pontuais dependendo do esforço de associados ou da diretoria e o convecimento de terceiros ou entidades. Além do que a Casa de São Paulo tem 5.000 m2 e 4 prédios/piscina para manter, funcionários, fora de um programa de auxílio social em constante ajuste e análise de necessidades pessoais de cada um e tantas outras coisas, num funcionamento diferente de outras. É hora para refletir se queremos uma longa vida da Casa ou vamos gastar tudo nessa geração atual e depois "que o último a sair, apague as luzes da Casa". E, em 7,3 anos, ainda existirão macaenses da geração dos anos 50 e 60 para cumprir a árdua tarefa. (Rogério P.D. Luz)

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