Crónicas Macaenses

Crónicas Macaenses é um blog de um macaense residente em São Paulo, Brasil, para as comunidades macaenses. Ouço, vejo, escuto, avalio e escrevo, tanto do passado, o presente e também do futuro. Este é o meu lema!!! Com uma linguagem simples e coloquial, numa forma de conversa, misturo o português falado e escrito no Brasil e em Portugal. Bem-vindo e antecipadamente, desculpem-me pelos possíveis erros gramaticais.

Nome: Rogério P. D. da Luz
Local: São Paulo, Estado de S.Paulo, Brazil

Autor dos sites Projecto Memória Macaense www.memoriamacaense.org / MacaenseBR www.macaensebr.info / Imagens DaLuz www.imagensdaluz.com / que compõem a Rede LUZ de Comunicações incluindo este blog que comenta/noticia assuntos da comunidade macaense, em especial de São Paulo, e da minha terra natal Macau (ex-território português na China), tanto da atualidade como da sua memória. Aqui se mistura o português do Brasil e de Portugal.

29/10/08

Série 3 - Hugo Chávez na Casa de Macau ???!!! Candidatura sem restrições de nº de mandatos

Série 3 - Hugo Chávez na Casa de Macau ???!!! Candidatura sem restrições de nº de mandatos

Hugo Chávez na Casa de Macau de São Paulo ???!!! Não, não ... apenas uma referência proferida numa assembléia. Ah ... isso contribuiu para descontrair o ambiente, pois foi citada até a disputa eleitoral para a prefeitura municipal de São Paulo, entre o atual prefeito Gilberto Kassab, que foi reeleito, e a ex-prefeita Marta Suplicy. E, até aventaram que a proposta do conselheiro Aníbal Joaquim, pode ter exemplo em Hugo Chávez e a reeleição de Kassab. O Aníbal bem que tentou explicar o motivo da sua proposta, bem intencionada conforme ele. "Fiquei até assustado com a reação de alguns", afirma o Aníbal, pois conforme ele, foi com base no que assistiu nas eleições anteriores e o eterno problema de falta de candidatos. Pensava ele que com a proposta de permitir a candidatura da diretoria à nova eleição, mesmo tendo já cumprido 2 mandatos, era para resolver esse problema de ausência de candidaturas e enrolação que se assiste. Afinal de contas, a diretoria teria que concorrer de qualquer forma, se quisesse apresentar a candidatura, e ganhar a eleição.Mas a preocupação de uso de "máquina administrativa" ou atitudes eleitoreiras da diretoria no "poder", "inibiaria" a apresentação de qualquer candidatura, foi uma das manifestações dos opositores à proposta. Nessas alturas, a Casa de Macau estava sendo comparada e discutida a nível de Presidência de República, Prefeitura Municipal, o Poder, o Governo etc. etc.Houve quem pensasse que a proposta permitiria à diretoria se eternizar no "poder", sem ter mais nenhuma eleição ... Minha intervenção nessa descontraída discussão, já que foram falar de política, foi que a ex-prefeita Marta disputou a sua reeleição com o novo candidato José Serra, e perdeu, mesmo que muitos falaram que ela tinha realizado "obras eleitoreiras pré-eleitorais". Está ok, está ok, vão dizer que o Kassab foi reeleito em contrapartida !!!Mas, política é política, Casa de Macau é Casa de Macau e não é Casa da Venezuela ou Casa de Prefeitura. Vamos separar as coisas !!! O trabalho é voluntário e a gente sacrifica a nossa vida particular a troco de nenhuma remuneração. Até gastamos dinheiro do nosso bolso para esse trabalho voluntário. Eu dispenso a vaidade e sede de poder, por ser diretoria. Xô ... fiquem longe de mim !!! Pelo menos assistiram à divulgação do meu motivo de não concorrer à reeleição de 2° vice pelo Conselho Permanente do Conselho das Comunidades Macaenses. Achava que não era amparada pelos estatutos e assim eu escrevi aqui.No entanto não sou fervoroso defensor da proposta, e já que foi apresentada, entre o sim e o não, deixei o sim, pelos argumentos apresentados por Aníbal. Na verdade, posso dizer que sou um dos exemplos vivo dessa proposta. Isto é, fui diretor na 1a. gestão do Júlio Branco, onde houve uma disputa entre 2 candidaturas. Ganhamos e pronto, fiquei 2 anos. No final do mandato, nenhuma candidatura e o Júlio apresentou a dele e foi reeleito e lá eu tive que ficar mais 2 anos. E no término do 2° mandato, nada de candidato e não podiamos continuar, pois o estatuto não permitia, aliás nem queriamos continuar. Estavamos já exaustos. Aí o Alex Airosa se candidatou como chapa/lista única. E se não houvesse nenhuma candidatura??? Ai ai ai, teria que me sacrificar por mais 2 anos? O Júlio que me perdoe, se fosse permitido a ele se candidatar, tipo "candidatura de emergência", como hoje já é permitido, acho que ele teria que continuar sem mim.Isto para explicar que, mesmo que o estatuto permita, como acontece hoje, cumprir mais de 2 mandatos??? Nossa, haja fôlego !!! Assim, pensei, para que toda a discussão? Vai ter presidente que queira ficar por mais de 6 anos (3 anos de mandatos também foi aprovado-vide depois) na administração? Uma coisa é o estatuto permitir, outra coisa é ver se vai ter alguém com essa disposição!!! Seria um herói!!! Merecedor do Prémio Nobel. Assim, para mim, tanto faz se o estatuto permite ou não. Pois Casa de Macau não é emprego, é trabalho voluntário sem remuneração, em que você sacrifica a sua vida e seus projetos particulares pela associação. Ainda tento entender a polémica ou se há outras preocupações não manifestadas.Mas o susto do Aníbal logo passou, embora ele nem teve motivos para comemorar a aprovação por 80,26% dos 76 associados presentes, ou seja, 61 votos a favor contra 15 opositores à proposta, e nem havia motivo para isto, pois pensou apenas em dar uma mãozinha para esses problemas de candidaturas, que podem se agravar no futuro, com o avanço de idade dos associados.Lembro bem de uma situação semelhante numa outra Casa, em que o presidente teve que apresentar a candidatura seguidas vezes (não recordo de quantas), pois simplesmente não havia candidatos em várias eleições. Ele alegava até cansaço, mas paciência, não havia como deixar a Casa sem administração. Fechá-la por falta de diretoria??? Penso, ainda preciso checar, que os estatutos daquela Casa permitia reeleições sem limites.Aliás o presidente da CM agiu bem em ficar alheio ao bate-boca e simplesmente administrar a disciplina do ambiente e encaminhar a votação, pois afinal de contas, a proposta não era de sua iniciativa e na reunião da diretoria com os conselheiros, a sua apresentação por parte do conselheiro Aníbal, foi aprovada sem votos contrários para ser submetida à assembléia, conforme informações. Aí penso ... será que não teria sido mais produtivo se o tema, já nessa reunião preliminar, fosse mais debatido por quem opusesse a ele?