Crónicas Macaenses

Crónicas Macaenses é um blog de um macaense residente em São Paulo, Brasil, para as comunidades macaenses. Ouço, vejo, escuto, avalio e escrevo, tanto do passado, o presente e também do futuro. Este é o meu lema!!! Com uma linguagem simples e coloquial, numa forma de conversa, misturo o português falado e escrito no Brasil e em Portugal. Bem-vindo e antecipadamente, desculpem-me pelos possíveis erros gramaticais.

Nome: Rogério P. D. da Luz
Local: São Paulo, Estado de S.Paulo, Brazil

Autor dos sites Projecto Memória Macaense www.memoriamacaense.org / MacaenseBR www.macaensebr.info / Imagens DaLuz www.imagensdaluz.com / que compõem a Rede LUZ de Comunicações incluindo este blog que comenta/noticia assuntos da comunidade macaense, em especial de São Paulo, e da minha terra natal Macau (ex-território português na China), tanto da atualidade como da sua memória. Aqui se mistura o português do Brasil e de Portugal.

06/03/09

Pequenas recordações de Macau (01)

Estudei no Seminário de São José e, interessante, que nas 4ªs. feiras, (ou seria na 5ª.?), não havia aulas. Daí, muitas vezes, nos anos 60, tipo 1964, em diante, reunia com os meus amigos António (Tony) Canhota, António Mendonça (Fei Lou), eventualmente, José Pinto e David Baptista (chivit), na minha casa na Calçada do Tronco Velho nº 15, e lá ensaiávamos como a banda (grupo) The Rockers. Até gravamos umas canções no meu gravador de rolo Panasonic, que tenho até hoje. Gostávamos de cantar Gloria, Hang on Sloopy, With a Girl Like You, etc. Com os nossos pobres instrumentos, faziamos muito barulho, pensando que estavamos fazendo estilo para os estudantes da Escola Comercial que subiam a calçada para o estabelecimento localizado no topo, ao lado da Igreja Santo Agostinho. Diziam as más línguas que a gente era rafeiro (tipo porcaria .... hehehe), e tenho que confessar, a gente se esforçava mas não era nada sério. Mais por brincadeira.
Para melhorar os nossos instrumentos, eu sonhava ganhar no Pá Kap Piu e jogava, mas nunca deu em nada. Na época, diziam que quem acertava o prémio maior, dava azar na vida. Dava certo receio mas não impedia sonhar e jogar. Depois quando terminei o curso secundário, a minha mãe levou-me para Hong Kong e no Tom Lee, comprou-me uma guitarra elétrica Thompson que tenho até hoje e está bem conservada, uma relíquia. Vim saber depois, que a minha mãe teve que até emprestar dinheiro para comprar-me o presente. Obrigado mãe Maria Marcelina Dias da Luz. A gente quando é criança nunca sabe, nem consegue medir o esforço dos adultos para comprar o nosso presente. Quem em Macau, naqueles tempos, não recorreu a agiotas para emprestar dinheiro? Lembro-me bem de uma senhora chinesa que fazia isso, da sua fisionomia marcante, quando acompanhava a minha mãe para pagar a dívida.